sexta-feira, dezembro 11, 2009

na frente de um espelho


O medo de um amanhã...
A dor de um presente...
As marcas de um passado...
Os sinas de tristezas,
de angustias...
de fraquezas...
estampados num rosto,
mostrando reflexos de um,
complexo e confuso, emaranhado de caminhos...
cheios de conflitos...
desencontros...
mas, vazios de grandes emoções.

Como num museu, observo tudo isso...
na frente de um espelho.
11/12/2009

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Sem pena.

Eu já havia percebido que
o vento não bate onde eu estou,
e que o sol não ilumina o meu espaço
nem aquece meu coração.

E tudo isso está mais sufocante do que nunca.

É algo que me empurra,
dizendo que eu não posso sentir
o vento e nem o sol.

Algo que não me deixa dormir,
que me mata por dentro,
sem pena.

Está acabado...

Em algum lugar distante...
a garota que um dia amei
vive sua vida...

E eu?
Estou aqui, vivendo uma vida sem vida...
pensando...
tentando...
mas sem conseguir fugir...

Todas as pequenas coisas que deixei de dizer,
estão me afogando...
estão gritando em minha cabeça,
pedindo para que não pare...
suplicando para que não desista...

Porém,
de algum modo, sinto que tudo será em vão
e que tudo está acabado...
09/12/2009

Abismo.

E aquela sensação de que tudo está errado, me assombra.
Aquele medo e insegurança me inundam, cavando um abismo dentro de mim.
E quanto mais o tempo passa, mais tudo se aprofunda.

E o medo de não enxergar,
De não ouvir,
De não sentir,
Não diminui.

E a vontade de voltar no tempo, não passa.

Porta aberta/Fechada.

A porta está aberta.
Eu a destranquei, caso você queira entrar.

Talvez você fique ali parado, sem saber se entra ou não.
Ou então, passa direto sem ao menos olhar.
São tantas as possibilidades...
Enquanto isso eu fico aqui, sentada no sofá,
olhando você se decidir.

Mas como já é de costume, essa espera será inútil.
Então, o vento fecha a porta.
E o silêncio inunda a imensidão.